Pausa à poética

Neste virtual e quase infinito espaço, um anônimo e singular poeta pretende expressar suas desimportantes impressões diárias e perturbadoras acerca dos mundos reais e das atitudes, não raras vezes, banais dos animais rotulados de racionais.

Pausa à poética

Neste virtual e quase infinito espaço, um anônimo e singular poeta pretende expressar suas desimportantes impressões diárias e perturbadoras acerca dos mundos reais e das atitudes, não raras vezes, banais dos animais rotulados de racionais.
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Terra Blog

25.01.08

Pão e circo

Já era assim na antiga Roma
Esta vala entre as classes
Das pessoas ditas civilizadas.

Aliás, Aristóteles noticia na Política
Que para amainar os ânimos
Da plebe, havia na Grécia
Os banquetes públicos.

Todavia, aqui nos trópicos,
É acentuada esta vala e escancara
A vultosos olhos vistos

A vantagem que o poder constituído
Assoma da condição dos excluídos

Exemplifica este niilismo
A comemoração de quase cinco séculos
Da metrópole São Paulo:
De um lado, os devoradores do bolo gigante;
D’outro – bem distante –
O governo e seu séqüito
Zombam dos convivas
Alijados, eternamente, das bodas do capitalismo.

Cid Rodrigues Rubelita

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