Pausa à poética

Neste virtual e quase infinito espaço, um anônimo e singular poeta pretende expressar suas desimportantes impressões diárias e perturbadoras acerca dos mundos reais e das atitudes, não raras vezes, banais dos animais rotulados de racionais.

Pausa à poética

Neste virtual e quase infinito espaço, um anônimo e singular poeta pretende expressar suas desimportantes impressões diárias e perturbadoras acerca dos mundos reais e das atitudes, não raras vezes, banais dos animais rotulados de racionais.
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Terra Blog

28.01.08

Diante do amor

categorias: amor

Diante dele, dizia o imortal poeta Dante:
"O amor me move: só por ele eu falo".

Pois comigo é diferente:
ora, o amor me paralisa;
sinto um nó na goela,
perco a fala,
a noção e o norte.

Ora, me enche de asas,
me regozija;
viajo entre estrelas,
de carona com a sorte.
Ajo feito um demente,

consoante as regras postas
e os costumes vigentes
e impostos pela habitual convenção.

Diante do amor, a mim me importa
o silêncio, a lava ardente
que inunda, derrete e rasa meu coração.

Cid Rodrigues Rubelita

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