Pausa à poética

Neste virtual e quase infinito espaço, um anônimo e singular poeta pretende expressar suas desimportantes impressões diárias e perturbadoras acerca dos mundos reais e das atitudes, não raras vezes, banais dos animais rotulados de racionais.

Pausa à poética

Neste virtual e quase infinito espaço, um anônimo e singular poeta pretende expressar suas desimportantes impressões diárias e perturbadoras acerca dos mundos reais e das atitudes, não raras vezes, banais dos animais rotulados de racionais.
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Terra Blog

28.01.08

Ano novo, nova vida

categorias: amor
Faz deste novo ano que se inicia
O primeiro de tua vida.
Aprende a andar de mãos dadas,
Aprende a usufruir as horas vagas,
Aprende a confiar em ti e em teus amigos,
Aprende a perdoar teus inimigos,
Aprende a conviver com as diferenças,
Aprende a combater as indiferenças.
Pois, comparada à infinitude,
A longeva vida é mera infância.

Recebe este novel ano como uma dádiva
E vive-o como se fosse
O derradeiro de tua vida.
Acha mais tempo para a família.
Equilibra-te na humildade,
Se tu percorres íngremes trilhas.
Alarga, no conhecimento,
Os teus (e dos outros) horizontes.
Escancara o sorriso incontinenti
No jovial semblante.
Já que, na essência da humanidade,
Somente o bem tem significância.

Neste ano próximo vindouro
Festeja, trabalha, ama e, de novo,
Tem as atitudes que te fazem feliz
Sem que no semelhante abram cicatriz.

Todavia, vive com intensidade
Os interstícios entre os afazeres;
Desprende da matéria a tua realidade,
No sentimento é que afloram os prazeres;
Desconecta teus sonhos da virtualidade,
Pois é na carne, corpo e alma das pessoas
Que pulsa, avoluma e explode a felicidade.

Feito isso, no balanço do ano doravante,
A marca da tua presença será radiante.
Já que és, aos olhos da humanidade,
Um ser muito especial.

Agora, se já praticas estas ações mínimas,
Revigora-te, em Deus, no próspero ano e ensina,
Pois que és, na verdade,
Um Sábio revestido de massa corporal.

Cid Rodrigues Rubelita
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